terça-feira, 2 de julho de 2013

EMPRESA MOVIDA A SOL


UMA EMPRESA MOVIDA A SOL


A fabricante de software PGM Sistemas, de Uberlândia, produz 90% da energia que usa – e ainda vende o excedente para a Cemig.
Solução inovadora : Gerar energia sem poluir o ambiente era uma preocupação de Gilberto Moura, 56 anos, desde que fundou a fabricante de software PGM Sistemas, em 1995. Há três anos, quando ele comprou uma nova sede em Uberlândia (MG), reformou-a pensando em produzir eletricidade a partir da luz do sol. Só que o sistema tradicional, que armazena a energia em baterias, não lhe agradava. “Os resíduos são nocivos. Queríamos uma opção limpa”, afirma Vitor Moura, 26 anos, filho e sócio de Gilberto na empresa. – Em janeiro do ano passado, os dois encontraram uma luz: o sistema criado pela Econova, uma solução pioneira que permite o consumo imediato da energia solar e dispensa baterias. Os equipamentos consumiram um investimento de R$ 80 mil e só foram ligados em outubro, após a regulamentação na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
Energia compartilhada : Hoje, a eletricidade gerada em quatro placas fotovoltaicas alimenta um prédio de 1.000m -, com 50 computadores e ar-condicionado. A energia não consumida em fins de semana e feriados é enviada para a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais). O relógio medidor gira ao contrário e gera créditos para a PGM. “Produzimos 90% da energia que usamos”, diz Vitor. “Nossa conta, que costumava ser de R$ 600 mensais, caiu para cerca de R$ 60.” A PGM foi uma das seis vencedoras do Prêmio SEBRAE - MG de Práticas Sustentáveis no ano passado. Agora, a empresa espera faturar R$ 3,7milhões em 2013.

COMO FUNCIONA A FÁBRICA DE ENERGIA:
A eletricidade gerada a partir da luz do sol abastece a empresa e também a rede pública
* 8 ANOS é o tempo mínimo de retorno do investimento de R$80mil no sistema de energia solar, estima a PGM.
1 - CAPTAÇÃO
A luz solar é captada por 28 módulos fotovoltaicos  instalados no telhado da fábrica e no topo das duas torres da empresa, Eles formam’ quatro placas que ocupam uma área de 47,6m2.
2 - CONVERSÃO
Essa luz é  transformada em energia elétrica por dois aparelhos também instalados no telhado, os inversores. O modelo usado pela PGM, o Theia 3.8 kW, veio da Noruega.
3 - USO IMEDIATO
A eletricidade gerada pelos inversores é imediatamente usado nas instalações da fábrica, e não armazenada em baterias, como nos sistemas tradicionais. Ela abastece todas as lâmpadas, o sistema de ar condicionado e os 50 computadores do prédio de 1000 m2•.
4 - EXCEDENTE
Mesmo quando a fábrica não está funcionando, em fins de semana e feriados, a PGM continua gerando energia. Esse excedente é enviado para a rede da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) por meio das instalações elétricas da empresa
5 - CRÉDITO DE ENERGIA
A corrente elétrica faz o caminho no sentido inverso; quando passa pelo relógio medidor de consumo, ele gira ao contrário. Assim, a companhia ganha créditos e pode “emprestar” energia da rede da Cemig quando não produzir o suficiente.
6 - CONSUMO DA REDE
Nos dias em que a irradiação solar não basta para suprira demanda da fábrica, a PGM pode puxar energia da Cemig e descontar esse consumo dos créditos acumulados. A empresa paga à concessionária somente a diferença, que costuma ser de R$ 50 mensais.


FONTE:
REVISTA PEQUENAS EMPRESAS GRANDES NEGÓCIOS (Exclusiva de assinantes)

Nenhum comentário: